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Espiral da Morte em Finanças – Quebrar

Espiral da Morte.

Espiral da morte em finanças – Definição

Quando a receita de uma empresa diminui, ela tende a aumentar os preços para compensar essa receita perdida e essa tentativa de alavancar o faturamento faz com que haja queda no volume de vendas, diminuindo a demanda e aumentando o prejuízo: Esse fenômeno acontece nos mais variados segmentos do mercado, a espiral da morte é cada dia mais vista no Brasil principalmente neste momento de crise econômica.  Você conhece alguma empresa ou governo na Espiral da Morte?

espiral da morte finanças

O que causa Espiral da Morte ou Quebradeira?

Quando empresas ou instituições entram em crise com grandes dificuldades financeiras ao perder clientes por falta de competitividade no mercado, pelo aumento demasiado da concorrência, ou aumento no custo dos insumos e produção de maneira geral, geralmente primeira reação dos administradores destas instituições é aumentar os preços para rebater a perca de clientes e desta forma conseguir manter seus lucros ou saindo do vermelho e hipoteticamente evitando a quebradeira. Por outro lado essa ação traz consigo uma reação natural do mercado, a demanda dos consumidores pelos produtos comercializados por está empresa tem uma redução que muitas vezes é desproporcional ao aumento de preço, ocasionando uma grande redução no volume de vendas e o valor global da receita, agravando ainda mais a situação da empresa.

Ciclo da Espiral da morte.

Mais uma vez a receita vai cair e qual a solução que o gestor vai buscar para resolver o problema? Simples, um novo aumento dos preços para aumentar o faturamento recuperando ao patamar antigo e geralmente entra-se num vórtice de queda das receitas da empresa, depreciando ainda mais seu valor e prejudicando seu fluxo de caixa com está nova queda de receita. Está criado então fenômeno financeiro conhecido, que define-se como Espiral da Morte, este perigoso fenômeno financeiro leva a empresa muitas vezes a uma situação de insolvência. É um curto caminho para quebradeira um ciclo rápido e fatal para a empresa.

Espiral da morte no varejo.

No comercio varejista esse fenômeno também ocorre. O caminho de aumentar os preços geralmente não resolve a queda de receitas por perda de vendas ou outros fatores que gerem um resultado negativo. Isso porque existe uma elasticidade na capacidade de atração de demanda que diminui quando se aumenta o preço e nem sempre há clientes capazes ou dispostos a pagar pelo incremento no valor dos novos preços e a renda não acompanha este tipo de fenômeno.

Se quase sempre a Espiral da Morte faz aquilo que anuncia, ajuda a quebrar a instituição, por que essa é a medida mais comum em tempos de apuros? Por que é a mais fácil, rápida e falsamente indolor ação que o gestor pode tomar sem mudar o clima entre os demais gestores, acionistas e funcionários. E os clientes? Ah! Os clientes pagam! Afinal, o gestor proclama que está defendendo os empregos e a qualidade institucional!

Seria ótimo se não fosse péssimo! Essa medida só se justifica quando estiver recuperando o poder aquisitivo minado pela inflação, ou se representar reais melhorias de qualidade e o aumento não tirar ainda mais a competitividade da instituição.

Quebradeira no Governo

Nas instituições governamentais, quando há arrocho orçamentário, as medidas sempre são paliativas e levam ao desmantelo: corta-se o supérfluo, o custeio e os investimentos e temos o mesmo cenário de baixa competitividade e no lugar da falência, as greves e a piora dos serviços! Como na economia em geral, nas empresas em geral outras medidas têm se mostrado mais eficazes, embora sejam politicamente mais impopulares.

Para citar algumas:

• Eliminar atividades que não são mais eficazes (ou superavitárias).

Como diz Peter Drucker “O pior gasto é o que financia atividades que já não se justificam”;

• Reduzir níveis/posições administrativas pouco eficientes;

• Afastar pessoal que não mais agrega valor (que são muitas vezes justamente aqueles que se tornam obstáculos à introdução de mudanças necessárias para a modernização institucional);

• Reestruturar a instituição retirando setores desnecessários, aglutinando atividades afins e acabando com a duplicação de tarefas;

• Buscar novas receitas (sem detrimento do corte de despesas, já que receitas são para o futuro e não são garantidas), incluindo o combate à perda de clientes e à inadimplência (quando for o caso);

• Manter a empresa íntegra em suas atividades essenciais, isto é, os investimentos na modernização dos serviços e o custeio que sustenta as atividades fim, isso inclui o pessoal realmente necessário, material de consumo e pagamento de serviços essenciais.

Como governos e empresas tratam a crise?

No entanto, não é isso que se observa na maioria das empresas que enfrentam essas crises. Seus gestores superiores aumentam os preços, mantém colaboradores que já não agregam qualquer valor, ao contrário, mas são considerados fiéis, e ainda contratam outros tantos para se reforçar politicamente.

Cortam investimentos essenciais para a modernização das atividades e expansões em áreas novas e competitivas, reduzem a força de vendas. Enfim, cortam na carne deixando a gordura. Tudo piora. Como podem esperar que as finanças melhorem? Em pouco tempo, estarão vendendo suas empresas a alguma das muitas redes internacionais que crescem e se fortalecem no Brasil, já dominando o mercado nacional.

Por que trazer o assunto nesse momento?

Porque há uma forte analogia entre o que acontece com essas instituições e o caminho seguido atualmente para contornar a crise econômica do país que precisa da proteção política para um governo desgastado: o que se vê é a redução de investimentos essenciais, contingenciamento de serviços indispensáveis ao crescimento sustentável nacional como saúde e educação além do aumento de tributos (o que corresponderia – na tese da Espiral da Morte – ao aumento dos preços, ou seja, espremer exatamente quem financia as atividades das instituições ou dos países), o que reduzirá a capacidade de investimento das empresas e do consumo da população.

Em contrapartida, aumentam-se os cargos do governo para atender demandas políticas, os custos do Legislativo e do Judiciário e há pouca preocupação com o incentivo a projetos que aumentem a eficiência do Estado e a produtividade.

O Estado Brasileiro acredita que para sair da crise precisa centralizar mais os recursos por meio dos tributos, absorver mais atividades e ampliar sua base política com benesses que em nada contribuem para nosso crescimento.

O Brasil corre o risco de caminhar para a Espiral da Morte, sem ter quem nos compre?

É hora de agir não seja atropelado espiral da morte.

Direcionamentos para sair da espiral da morte:

Corte de custos;
Incremento na força de vendas;
Buscar receitas marginas;
Achatamento hierárquico;
Evitar retrabalho;
Acabar com linhas improdutivas;
Fortalecer produtos lucrativos;
Ser mais competitivo;
Explorar inovação;
Modernizar gestão;
Fidelizar clientes;
Segmentar mercado;
Atender diferentes níveis sociais;
Aumentar participação de mercado;
Fortalecer marca;
Gerar comprometimento colaboradores;
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About Ramon Luiz

Ramon Luiz, profissional com vasta experiência em vendas e gestão empresarial, desde 1999 trabalhando com marketing no varejo e gestão de empresas, especialista em gestão de times comerciais, vários prêmios conquistados em rede franquias e canais de distribuição. Mais de 25.000 novos clientes conquistados nos últimos 8 anos. Estudioso dedicado de economia, comportamento do consumidor, novos métodos de captação de clientes e novas tecnologias destinadas a vendas.

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